Justiça em Xeque: MPMG Vai Reverter Absolvição de Mulher Acusada de Crime Brutal
O Ministério Público de Minas Gerais anunciou que vai recorrer da absolvição de uma mulher que cortou o órgão genital e matou o companheiro após um caso de abuso sexual envolvendo a própria filha. O anuncio foi feito na última quinta-feira, e o MPMG vai pedir a anulação do júri que a inocentou.
Na terça-feira passada, o 2º Tribunal do Júri da Comarca de Belo Horizonte decidiu pela absolvição da mulher, em uma audiência com um júri misto, formado por quatro homens e três mulheres. A juíza responsável, Maria Beatriz Fonseca Biasutti, considerou improcedente a denúncia do MPMG.
De acordo com a denúncia, o crime aconteceu em 11 de março de 2025, quando a vítima, Everton Amaro da Silva, de 47 anos, estava em um relacionamento com a acusada. A mulher teria colocado um sedativo na bebida dele antes de atacá-lo com uma faca e um pedaço de madeira.
As acusações são graves: a mulher não só teria mutilado a vítima, mas também ateado fogo ao corpo. Além disso, a denúncia sugere que ela contou com a ajuda de um adolescente para arrastar o corpo até uma área isolada, onde parte da brutalidade ocorreu.
Ela enfrentava acusações de homicídio qualificado, destruição de cadáver e corrupção de menor. Entretanto, a defesa defendeu que a mulher e o homem tinham um relacionamento desde a infância e que, dias antes do crime, ela descobriu que ele estava enviando mensagens inapropriadas para sua filha, que tinha apenas 11 anos.
A defesa também argumentou que o homem chegou embriagado em casa na noite do crime e que não estava dopado, como alegado na denúncia. A mulher afirmou que acordou e encontrou o homem agredindo a criança. Em um ato de desespero, ela arrastou-o para a sala e o atacou.
Com a decisão do júri, a absolvição continua no centro da polêmica, e o MPMG promete levar o caso novamente à justiça.




