MPF Amplia Investigação Sobre Réveillon e Foca em Discriminação Religiosa
O Ministério Público Federal do Rio de Janeiro está intensificando suas investigações sobre a festa de Réveillon, transformando um procedimento preparatório em um inquérito civil. O foco é a suspeita de discriminação religiosa nas atrações da festa, que, segundo críticas, privilegiam apenas uma matriz religiosa em áreas públicas.
MPF Cobra Críticas e Dados da Prefeitura
A decisão foi oficializada no dia 29 de dezembro de 2025, com a assinatura do procurador Jaime Mitropoulos. O MPF destaca a importância de garantir direitos fundamentais, como liberdade religiosa e diversidade cultural. Além disso, o órgão solicitou à Prefeitura informações detalhadas sobre como os recursos públicos são distribuídos para eventos culturais nas praias durante o Réveillon de 2026, com prazo até 21 de janeiro, data que marca o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa.
Comissão Urgente Avisa: Auditores Precisam de Respostas
Em meio a ataques e discursos de ódio relacionados à programação do evento, a Comissão de Combate à Intolerância Religiosa pediu uma audiência urgente com o MPF. Eles alertaram que a tensão religiosa aumentou, especialmente após a inserção de um palco gospel na festa, o que levou a polarizações entre diferentes grupos religiosos.
Pressão em Alta: Relatórios Apontam Agressões e Conflitos
A comissão, representada pelo CEAP, pediu acesso total aos autos do inquérito para acompanhar as investigações de perto. Eles relataram um crescimento de ataques midiáticos e discriminação voltadas a lideranças religiosas e pediram à Prefeitura que desenvolva um plano específico para evitar conflitos durante a virada do ano.
O advogado Carlos Nicodemos, que participou da petição, enfatizou que um Estado laico deve respeitar todas as religiões e garantir um tratamento igualitário na gestão pública. “Não podemos permitir que essa disparidade gere narrativas de ódio, especialmente contra religiões de matriz africana”, declarou.




